ROUBE GARRAFAS DE LICOR E BEIJE ESTRANHOS NO OUTRO LADO DO PLANETA

Na moral? 

A vida é curta demais para não roubar garrafas de licor e beijar garotos com nomes impronunciáveis, quando se está do outro lado do mundo.

Se você me disser que estou errada ou me julgar com a sua cara feia, digo apenas: 

Você não faz ideias da ternura de um nome estrangeiro testando cada parta da sua boca, os músculos se esticando para formar um ponto de interrogação quando a voz acaba.

Você não faz ideia de como queima um amor tão rápido quando se mistura, juventude com goles proibidos.  

Uma combinação mortal, eu diria. 

Um nome que fica preso entre os dentes e se recusa a escorregar para fora da linga; um rosto nunca visto antes repleto de traços implorando para serem descobertos; olhos de um (a)mar tão azul nunca dantes navegados te fazendo encarnar o próprio Pedro Alvares Cabral. 

Tudo tão tentador.

Como que eu sei?

Bom, confessaria cada linha, contaria com todas as letras a história completa sem faltar um único detalhe deixando apenas pontos vazios para você preencher com a sua imaginação. 

Mas minha família costuma ler o que escrevo e não acho que seria uma boa prova ao meu favor na delegacia. Muito menos na polícia internacional.

Por motivos aqui censurados, digo apenas que o nome suava francês, as estrelas brilhantes estavam altas, e algumas pareciam despencar do céu. Ele me disse, deitado com a cabeça na mochila, que eram na verdade bitucas de cigarro. 

Essa você já deve ter ouvido antes também, né?

A areia estava fofa, o som do mar nos abraçava e a lua… a lua já sabia segredos demais. Mais um não faria diferença. 

Uma combinação de pecados em uma noite que me prometia que a vida, está lá para ser vivida.  

Para muitos tudo isso soa um absurdo e…  Santo Deus! Isso nunca deveria ser dito! Muito menos escrito! 

Mas acredite em mim quando digo que até os melhores santos sabem que não demora muito para algum anjo bom seja corroído por uma chance de amor clandestino.

E quem somos nós, quando a lua pisca, ele sorri e tudo é tão bom?

E se você me conhece, cada palavra aqui apresentada não se passa de mais um sonho infantil de uma fictícia noite de verão. 

Se fosse real, colocaria muito mais detalhes, ou quem sabe, nenhum.

Com todo o meu amor, 

como sempre, 

S. Ganeff

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